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http://hdl.handle.net/11624/4174| Autor(es): | Hundertmarck, Katiele |
| Título: | Artes de fazer das jovens estudantes : práticas cotidianas de educação para o enfrentamento às violências de corpos, gêneros e sexualidades. |
| Data do documento: | 2025 |
| Resumo: | As violências com base nos marcadores sociais da diferença de corpos, gêneros e sexualidades contra às jovens estudantes estão no cotidiano. Neste contexto, o objetivo desta pesquisa está em destacar e problematizar como jovens estudantes tecem práticas cotidianas capazes de fissurar às violências dentro e fora da escola e para isso dedica se sobre o questionamento: como jovens estudantes tecem práticas cotidianas que podem provocar fissuras às violências de corpos, gêneros e sexualidades dentro e fora da escola? Com esse propósito, compõe-se de cinco narrativas ficcionais a partir de inspirações cartográficas, buscando destacar as artes de fazer das jovens nos seus espaços e diante das suas possibilidades e recursos localizados. Neste sentido, ao pesquisar com os cotidianos, vislumbrei destacar a esfera micropolítica, que permite imaginar outras possibilidades de vida, em que é possível acreditar que há modos de transgredir e enfrentar às violências, sem reduzir-se a impotência de considerar-se que haveria um tempo e contexto ideal para eliminá-las, externos a vivência de cada jovem. As jovens estudantes não aceitam e não vivem plenamente as regras e normas impostas pela organização social que se quer hegemônica, mas sim, estão atuantes, transgredindo e inventando novos modos de viver o cotidiano, a partir de diferentes formas que utilizam para tecer suas práticas, as suas artes de fazer (Michel de Certeau, 2014). Para mencionar como as jovens estudantes tecem as suas práticas cotidianas, destaco-as nos verbos existir, falar, escrever, ler, estudar e imaginar. A partir dessas mobilizações, defendo a tese de que as jovens estudantes produzem, em seus cotidianos, práticas que podem fissurar as violências dirigidas aos corpos, aos gêneros e às sexualidades. Essas práticas, entendidas como artes de fazer, emergem quando reivindicam o direito de aparecer, quando falam e denunciam as violências, quando escrevem, lêem, estudam e imaginam. Assim, subvertem as posições de sujeitas social e culturalmente designadas a elas e inventam mundos outros, marcados pela equidade de gênero e pela recusa das violências. Ao tecerem essas artes de fazer, as jovens estudantes interpelam a escola e aquelas pessoas que são afetadas por suas narrativas — como professoras, gestoras e enfermeiras escolares - a se implicarem. Desse modo, podem mobilizar novas práticas e modos de enfrentamento às violências contra as mulheridades/feminilidades. |
| Resumo em outro idioma: | Violence based on social markers of difference in body, gender, and sexuality against young female students is a daily occurrence. In this context, the objective of this research is to highlight and problematize how young students weave daily practices capable of breaking down violence inside and outside of school. To this end, it focuses on the question: how do young students weave daily practices that can break down violence based on body, gender, and sexuality inside and outside of school? To this end, it consists of five fictional narratives based on cartographic inspirations, seeking to highlight the arts of young women in their spaces and in light of their localized possibilities and resources. In this sense, when researching daily life, I sought to highlight the micropolitical sphere, which allows us to imagine other possibilities for life, in which it is possible to believe that there are ways to transgress and confront violence, without reducing ourselves to the impotence of considering that there would be an ideal time and context to eliminate it, external to the experience of each young person. Young female students do not accept and do not fully live by the rules and norms imposed by the social organization that wants to be hegemonic, but rather, they are active, transgressing and inventing new ways of living their daily lives, based on different ways they use to weave their practices, their arts of doing (Michel de Certeau, 2014). To mention how young female students weave their daily practices, I highlight them in the verbs to exist, to speak, to write, to read, to study, and to imagine. Based on these mobilizations, I defend the thesis that young female students produce, in their daily lives, practices that can crack the violence directed at bodies, genders, and sexualities. These practices, understood as arts of doing, emerge when they claim the right to appear, when they speak out and denounce violence, when they write, read, and study. Thus, they subvert the positions of social and cultural subjects assigned to them and invent other worlds, marked by gender equality and the rejection of violence. By weaving these arts of doing, young students challenge the school and those affected by their narratives—such as teachers, administrators, and school nurses—to get involved. In this way, they can mobilize new practices and ways of confronting violence against women. |
| Nota: | Inclui bibliografia. |
| Instituição: | Universidade de Santa Cruz do Sul |
| Curso/Programa: | Programa de Pós-Graduação em Educação |
| Tipo de obra: | Tese de Doutorado |
| Assunto: | Educação Identidade de gênero Juventude |
| Orientador(es): | Hillesheim, Betina |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado e Doutorado |
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