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dc.contributor.authorArantes, Julia Regina-
dc.typeDissertação de Mestradopt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.titleVivências de mães-indígenas na universidade : desafios e possibilidades da implementação das políticas de ações afirmativas.pt_BR
dc.date.issued2026-
dc.degree.localSanta Cruz do Sulpt_BR
dc.contributor.advisorMenezes, Ana Luisa Teixeira de-
dc.contributor.advisorcoLasta, Leticia Lorenzoni-
dc.degree.departmentPrograma de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Psicologiapt_BR
dc.description.abstractThe inclusion of Indigenous women in higher education represents a significant social achievement, but one still marked by challenges related to gender coloniality and intercultural intersections. This research, linked to the Professional Master's Program in Psychology at the University of Santa Cruz do Sul (UNISC), falls within the Area of Concentration in Mental Health and Social Practices and the Research Line in Social Practices, Organizations and Culture, articulating subjective, social, and institutional dimensions of care in the academic context. The study aimed to understand the academic, cultural, and family experiences of Indigenous mothers regularly enrolled in undergraduate or graduate courses at the Federal University of Santa Catarina (UFSC), emphasizing how mothering practices, interculturality, and mental health intersect in the university experience. A qualitative approach was adopted, with ethnographic and collaborative inspiration, grounded in Freirean principles of dialogue and horizontality, which allowed for a sensitive and in-depth listening to the experiences of these women. Two Indigenous mothers (Parintintim and Xokleng) participated in the study, agreeing to participate based on their availability and active connection with the university. Data collection occurred through field notes compiled throughout the investigative process, direct observation in living and study spaces, and the holding of Culture Circles, which fostered the sharing of knowledge, the strengthening of support networks, and the collective construction of meaning. The data analysis, conducted through the identification of units of meaning in the transcripts of the Culture Circles and using an interpretive qualitative approach, revealed not only the obstacles faced in the university context - such as prejudice, an overload of responsibilities, and cultural invisibility - but also strategies of resistance, solidarity, and shared care present in the narratives of the Indigenous student-mothers. The study highlighted the importance of collaborative mothering, the recognition of cultural specificities, and the formulation of institutional policies for retention that include the presence of children in academic spaces. The technical output resulting from the research consisted of the creation of didactic material in audiovisual format, entitled “Between networks and resistances: voices of indigenous mothers at the university”. Thus, the technical product materializes the professional master's program's commitment to social transformation and the practical applicability of the knowledge produced, by articulating research, the development of intervention tools, and the analysis of social and institutional practices present in organizations and communities in different cultural contexts. It concludes that access to university, in itself, does not guarantee permanence: it is necessary to broaden active listening and concrete actions to transform the academic environment into a space of affection, resistance, and belonging. The research contributed to the strengthening of intercultural knowledge, articulating psychology, education, and mental health, and pointed to paths for positive intergenerational impacts, by promoting the appreciation of indigenous cultures and their own ways of living, caring, and learning.pt_BR
dc.description.notaInclui bibliografia.pt_BR
dc.subject.otherIndígenaspt_BR
dc.subject.otherProgramas de ação afirmativa na educaçãopt_BR
dc.subject.otherUniversidades e faculdadespt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11624/4212-
dc.date.accessioned2026-03-05T11:47:42Z-
dc.date.available2026-03-05T11:47:42Z-
dc.degree.grantorUniversidade de Santa Cruz do Sulpt_BR
dc.description.resumoA inserção de mulheres indígenas no ensino superior representa uma conquista social relevante, mas ainda marcada por desafios ligados à colonialidade de gênero e aos atravessamentos interculturais. Esta pesquisa, vinculada ao Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Mestrado Profissional em Psicologia da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), insere-se na Área de Concentração em Saúde Mental e Práticas Sociais e na Linha de Pesquisa em Práticas Sociais, Organizações e Cultura, ao articular dimensões subjetivas, sociais e institucionais do cuidado no contexto acadêmico. O estudo teve como objetivo compreender as vivências acadêmicas, culturais e familiares de mães-indígenas regularmente matriculadas em cursos de graduação ou pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), enfatizando como as práticas de maternagem, a interculturalidade e a saúde mental se entrecruzam na experiência universitária. Adotou-se uma abordagem qualitativa, com inspiração etnográfica e colaborativa, fundamentada em princípios freirianos de diálogo e horizontalidade, que possibilitou uma escuta sensível e aprofundada das experiências dessas mulheres. Participaram do estudo duas mães-indígenas (Parintintim e Xokleng), que aceitaram, com base na disponibilidade e vínculo ativo com a universidade, fazer parte deste estudo. A produção de dados ocorreu por meio do diário de campo elaborado ao longo do processo investigativo, da observação direta nos espaços de convivência e estudo e da realização de Círculos de Cultura, que favoreceram o compartilhamento de saberes, o fortalecimento de redes de apoio e a construção coletiva de significados. A análise dos dados, realizada a partir da identificação de unidades de significado nas transcrições dos Círculos de Cultura e conduzida por meio de uma abordagem qualitativa interpretativa, revelou não apenas os obstáculos enfrentados no contexto universitário - como preconceito, sobrecarga de responsabilidades e invisibilização cultural -, mas também estratégias de resistência, solidariedade e cuidado compartilhado presentes nas narrativas das estudantes-mães-indígenas. O estudo evidenciou a importância da maternagem colaborativa, do reconhecimento das especificidades culturais e da formulação de políticas institucionais de permanência que contemplem a presença das crianças nos espaços acadêmicos. A produção técnica resultante da pesquisa consistiu na criação de um material didático em formato audiovisual, intitulado “Entre redes e resistências: vozes de mães-indígenas na universidade. Assim, o produto técnico materializa o compromisso do mestrado profissional com a transformação social e com a aplicabilidade prática do conhecimento produzido, ao articular pesquisa, desenvolvimento de dispositivos de intervenção e análise das práticas sociais e institucionais presentes nas organizações e comunidades nos diferentes contextos culturais. Conclui-se que o acesso à universidade, por si só, não garante a permanência: é necessário ampliar a escuta ativa e ações concretas para transformar o ambiente acadêmico em um espaço de afeto, resistência e pertencimento. A pesquisa contribuiu para o fortalecimento do conhecimento intercultural, articulando psicologia, educação e saúde mental, e apontou caminhos para impactos intergeracionais positivos, ao promover a valorização das culturas indígenas e de seus modos próprios de viver, cuidar e aprender.pt_BR
Aparece nas coleções:Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Psicologia - Mestrado

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