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dc.contributor.authorMoraes, Luciane Cristina de Paula-
dc.typeDissertação de Mestradopt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.titleEntre alturas e confinamentos : saúde mental e fatores psicossociais no trabalho em ambientes de risco.pt_BR
dc.date.issued2025-
dc.degree.localSanta Cruz do Sulpt_BR
dc.contributor.advisorKipper, Liane Mählmann-
dc.contributor.advisorcoPerez, Karine Vanessa-
dc.degree.departmentPrograma de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Psicologiapt_BR
dc.description.abstractThe relationship between health and work is complex, and can generate both satisfaction and illness. Understanding the factors that influence this dynamic is essential to analyze the impacts of work on worker health. Psychosocial risks, related to effort and perceived rewards, shape the interaction between worker and work environment, influencing well-being and the processes of physical and mental illness. In this context, this master's research, from the Postgraduate Program in Psychology at the University of Santa Cruz do Sul (UNISC), had the general objective of identifying the psychosocial risk and protective factors for the mental health of workers who perform activities at height and in confined spaces in a company in Rio Grande do Sul. This is an intervention research with a qualitative and quantitative approach, developed between February and April 2025, in a company located in the metropolitan region of Porto Alegre/RS. The methodological approach adopted is anchored in the theoretical assumptions of the Psychodynamics of Work, based on the studies of Dejours (1992, 2004a), which served as the central reference for conducting the investigation. Three instruments were used for data collection: a sociodemographic questionnaire, the Psychosocial Risk Assessment Protocol at Work (PROART), both applied collectively, and semi-structured interviews conducted individually. One hundred and two workers who perform activities at height or in confined spaces participated, all integrating the quantitative stage, of whom eight also participated in the qualitative stage. After this stage, the results were organized into categories of analysis. The quantitative data, obtained through the questionnaire, were grouped into sociodemographic data, activity risks, and leisure activities. The PROART instrument was structured into four categories: Work Organization, Management Styles, Indicators of Suffering at Work, and Work-Related Injuries. The qualitative results, obtained through interviews, were organized into the following categories: Work Organization, Working Conditions, Relationship with Colleagues and Managers, Work-Family Balance, Meaning of Work, Experiences of Pleasure, Strategies for Mediating Suffering, and Health-Work Relationship. The integrated data analysis reveals a management model in transition, combining advances towards participatory practices with the persistence of hierarchical and centralizing traits. Workers experience an ambiguous daily life, marked by both suffering and pleasure in their work. Psychosocial risk factors were identified, such as work overload, lack of recognition, and staff shortages, as well as protective factors such as cooperation, support among colleagues, and meaning in work. The results point to the need for organizational policies that promote healthier, more participatory, and humanized environments. As a technical product, a Guide to Mapping Risk and Protective Factors for Workers' Mental Health was developed from the research data. This material proposes a tool for mapping and developing an action plan to minimize or eliminate psychosocial risks in the workplace, aiming to promote safer and healthier work environments. Finally, it concludes that the study's relevance goes beyond the analysis of physical risks, highlighting the impacts of organizational and working conditions on mental health. It seeks to understand how management style and psychosocial factors influence the suffering and well being of workers. Furthermore, it emphasizes the importance of further research into health protection factors, aiming to promote healthier, more balanced, and productive work environments.pt_BR
dc.description.notaInclui bibliografia.pt_BR
dc.subject.otherSaúde mentalpt_BR
dc.subject.otherSaúde do trabalhadorpt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11624/4220-
dc.date.accessioned2026-03-17T14:55:55Z-
dc.date.available2026-03-17T14:55:55Z-
dc.degree.grantorUniversidade de Santa Cruz do Sulpt_BR
dc.description.resumoA relação entre saúde e trabalho é complexa, podendo gerar tanto satisfação quanto adoecimento. Compreender os fatores que influenciam essa dinâmica é essencial para analisar os impactos do trabalho sobre a saúde do trabalhador. Os riscos psicossociais, relacionados ao esforço e às recompensas percebidas, moldam a interação entre trabalhador e ambiente laboral, influenciando o bem-estar e os processos de adoecimento físico e mental. Neste contexto, essa pesquisa de mestrado, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), teve como objetivo geral identificar os fatores psicossociais de risco e proteção à saúde mental de trabalhadores que atuam em atividades em altura e espaço confinado em uma empresa gaúcha. Trata-se de uma pesquisa-intervenção de abordagem qualitativa e quantitativa, desenvolvida entre os meses de fevereiro e abril de 2025, em uma empresa localizada na região metropolitanda de Porto Alegre/RS. A abordagem metodológica adotada está ancorada nos pressupostos teóricos da Psicodinâmica do Trabalho, a partir dos estudos de Dejours (1992, 2004a), a qual serviu como referencial central para a condução da investigação. Foram utilizados três instrumentos para a coleta de dados: um questionário sociodemográfico, o Protocolo de Avaliação de Riscos Psicossociais no Trabalho (PROART), ambos aplicados de forma coletiva, e entrevistas semiestruturadas realizadas individualmente.Participaram 102 trabalhadores que realizam atividades em altura ou em espaço confinado, todos integrando a etapa quantitativa, dos quais oito também participaram da etapa qualitativa. Após essa etapa, os resultados foram organizados em categorias de análise. Os dados quantitativos, obtidos por meio do questionário, foram agrupados em dados sociodemográficos, riscos da atividade e atividades de lazer. Já o instrumento PROART foi estruturado em quatro categorias: Organização do Trabalho, Estilos de Gestão, Indicadores de sofrimento no Trabalho e Danos Relacionados ao Trabalho. Os resultados qualitativos, obtidos por meio das entrevistas, foram organizados nas seguintes categorias: Organização do Trabalho, Condições de Trabalho, Relação com Colegas e Gestores, Conciliação entre Trabalho e Família, Sentido do Trabalho, Vivências de Prazer, Estratégias de Mediação do Sofrimento e Relação Saúde-Trabalho. A análise integrada dos dados revela um modelo de gestão em transição, que combina avanços rumo a práticas participativas com a persistência de traços hierárquicos e centralizadores. Os trabalhadores vivenciam um cotidiano ambíguo, marcado tanto por sofrimento quanto por prazer por seu trabalho. Identificaram-se fatores psicossociais de risco, como sobrecarga de trabalho, falta de reconhecimento e escassez de pessoal, bem como fatores de proteção tais como cooperação, apoio entre colegas e significado do trabalho. Os resultados apontam para a necessidade de políticas organizacionais que promovam ambientes mais saudáveis, participativos e humanizados. Como produto técnico, elaborou-se o Guia de Diretrizes para Mapeamento de Fatores de Risco e Proteção à Saúde Mental de trabalhadores, desenvolvido a partir dos dados da pesquisa. O material propõe um instrumento para o mapeamento e elaboração de plano de ação para minimização e ou eliminação dos riscos psicossociais nos espaços de trabalho, visando à promoção de ambientes laborais mais seguros e saudáveis. Por fim, conclui-se que a relevância do estudo ultrapassa a análise dos riscos físicos, ao evidenciar os impactos da organização e das condições de trabalho sobre a saúde mental. Busca-se compreender como o estilo de gestão e os fatores psicossociais influenciam o sofrimento e o bem-estar dos trabalhadores. Além disso, destaca-se a importância de aprofundar futuras pesquisas nos fatores de proteção à saúde, visando promover ambientes laborais mais saudáveis, equilibrados e produtivos.pt_BR
dc.description.protocolo7234977pt_BR
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