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dc.contributor.authorFraga, Cristian Moreira-
dc.typeDissertação de Mestradopt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.titleEducar a raça, governar a vida : biopolítica e a produção de sujeitos no boletim de eugenia (1929-1933).pt_BR
dc.date.issued2026-
dc.degree.localSanta Cruz do Sulpt_BR
dc.contributor.advisorSilva, Mozart Linhares da-
dc.degree.departmentPrograma de Pós-Graduação em Educaçãopt_BR
dc.description.abstractThe present study analyzes and problematizes the propositions concerning education presented by the eugenic periodical Boletim de Eugenia (1929–1933). Aiming to understand the importance, function, and characteristics of an ideal education for the Brazilian eugenics movement, the research sought to examine how these discourses— which perpetuated scientific racism— shaped the subjectivities of the population in the early decades of the twentieth century, influenced state decisions, and how their legacies persist in contemporary Brazilian society. Through documentary research, the 42 issues of the eugenic periodical published between 1929 and 1933 were analyzed, as well as legal frameworks (such as the Federal Constitutions of 1934 and 1937), in addition to newspapers and other publications circulating at the time. The analysis of the eugenic document is justified by its importance as one of the main instruments for disseminating eugenic principles and by its circulation among the country’s economic, political, and intellectual elites. Eugenics was a social theory with strong racial connotations, created and developed by the English anthropologist Francis Galton (1822–1911). In Brazil, it received numerous interpretations, initially being associated with the sanitary-hygienist movement that was highly influential at the time, and later acquiring more deterministic contours. Focusing on Brazil and analyzing the theorization of the eugenicist Renato Kehl (1889–1978), this study engages in dialogue with Michel Foucault (1926–1984) and Berenice Bento (1966–), drawing on the concepts of Biopolitics, State Racism, the dispositif of sexuality, and necrobiopolitics to problematize and propose that eugenics in Brazil bears specific markings that constitute a singular theoretical formation within the country. These markings continue to persist in contemporary society and even permeate related theories that seek to relinquish such markers.pt_BR
dc.description.notaInclui bibliografia.pt_BR
dc.subject.otherBiopolíticapt_BR
dc.subject.otherEducação e estadopt_BR
dc.subject.otherEugeniapt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11624/4228-
dc.date.accessioned2026-03-23T12:40:43Z-
dc.date.available2026-03-23T12:40:43Z-
dc.degree.grantorUniversidade de Santa Cruz do Sulpt_BR
dc.description.resumoO presente trabalho analisa e problematiza as proposições, referente à educação, trazidas pelo periódico eugenista Boletim de eugenia (1929-1933). Visando compreender qual era a importância, função e as características de uma educação ideal para o movimento eugenista brasileiro, a pesquisa buscou compreender como esses discursos, que perpetuavam o racismo científico, subjetivavam a população das primeiras décadas do século XX, influíram nas decisões de Estado, além de verificar as suas permanências na sociedade brasileira contemporânea. Realizando-se uma pesquisa documental, foram analisados os 42 exemplares do periódico eugenista que circularam de 1929 a 1933, marcos legais (como as Constituições federais de 1934 e 1937), além de jornais e publicações que circulavam à época. A análise do documento eugenista deve-se a sua importância como uma das principais ferramentas de divulgação dos ditames eugênicos e a sua propagação entre as elites econômica, política e intelectual do país. A eugenia foi uma teoria social, com fortes conotações raciais, criada e desenvolvida pelo antropólogo inglês Francis Galton (1822-1911). No Brasil, recebeu inúmeras interpretações, sendo inicialmente atrelada ao movimento sanitarista-higienista tão em voga na época e posteriormente recebendo contornos mais deterministas. Tendo o Brasil como foco e analisando as teorizações do eugenista Renato Kehl (1889-1978), o respectivo trabalho dialoga com Michel Foucault (1926-1884) e Berenice Bento (1966-), lançando mão dos conceitos de Biopolítica, Racismo de Estado, dispositivo de sexualidade e necrobiopolítica para problematizar e propor que a eugenia no Brasil possui determinadas marcações que criam uma teoria singular no país, fazendo com que ainda hajam permanências na sociedade contemporânea, além de atravessarem até mesmo teorias correlatas que buscam abdicar destes marcadores.pt_BR
Aparece nas coleções:Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado e Doutorado

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