Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11624/4249
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dc.contributor.authorSantos, Stefani Gabriela da Silva dos-
dc.typeDissertação de Mestradopt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.titleO desenvolvimento da neuropatia periférica no Diabetes Mellitus tipo 2 e suas relações com o sofrimento emocional, autocuidado, itinerário terapêutico e educação em saúde.pt_BR
dc.date.issued2026-
dc.degree.localSanta Cruz do Sulpt_BR
dc.contributor.advisorValim, Andréia Rosane de Moura-
dc.contributor.advisorcoGarcia, Edna Linhares-
dc.degree.departmentPrograma de Pós-Graduação em Promoção da Saúdept_BR
dc.description.abstractIntroduction: Type 2 Diabetes Mellitus (T2DM) is a highly prevalent chronic metabolic disease, accounting for approximately 90% of diabetes cases. Its symptoms are often mild or absent, contributing to late diagnosis and the development of complications such as diabetic peripheral neuropathy, considered the most frequent and concerning chronic complication. This condition causes sensory and motor changes, increasing the risk of foot ulcers and lower-limb amputations. In the Brazilian context, these outcomes represent a significant public health problem, with high hospitalization rates and substantial costs to the health system. Amputations lead to significant physical, social, and emotional impacts, including changes in self-image, social isolation, and psychological distress. Health education, combined with the promotion of self-care, is a key strategy for preventing neuropathy and foot injuries, with the potential to significantly reduce the risk of amputations. From this perspective, the therapeutic itinerary allows for understanding the meanings individuals attribute to the illness process and care practices, considering biomedical, popular, and cultural knowledge. In this context, the present study aims to discuss the interfaces between therapeutic itinerary, depression, anxiety, self-care, and health education in the development of peripheral neuropathy in individuals with T2DM. Objective: To analyze the relationships established between therapeutic itinerary, depression, anxiety, self-care, and health education in the development of peripheral neuropathy in individuals with T2DM. MANUSCRIPT 1: Objective: To investigate the association between dimensions of diabetes self-care, diabetes-related emotional distress, and sociodemographic variables in patients with amputations through bivariate and multivariate analyses. Method: A quantitative, observational, cross-sectional study conducted in a specialized secondary healthcare service in the countryside of Rio Grande do Sul, Brazil. Participants included individuals with peripheral neuropathy resulting from T2DM and a history of amputations. Sociodemographic data were collected, and the validated Brazilian versions of the B-PAID (Problem Areas in Diabetes) scale were used to assess diabetes-related emotional distress, along with the QAD (Diabetes Self-Care Activities Questionnaire) to assess adherence to self-care activities. Results: The sample was predominantly male (78%), aged between 60 and 69 years (36.6%), and had low educational levels (85.4%). Regarding amputations, 39% had undergone one amputation, 31.7% two, and 29.3% three or more. In bivariate analyses, the dimensions of general diet (r = -0.423) and physical activity (r = -0.207) showed significant associations. However, after adjusting for sex, number of amputations, age, and education level, no QAD dimension remained associated with B-PAID scores. Conclusions: Emotional distress in individuals with Diabetes Mellitus is multifactorial and cannot be associated solely with self-care. Sociodemographic, clinical, and psychosocial factors must be considered. Prevention and care strategies should adopt comprehensive, multiprofessional approaches. MANUSCRIPT 2: Objective: This study aimed to understand how emotional distress, self-care practices, health education, and therapeutic itinerary are articulated in the experiences of individuals with T2DM and peripheral neuropathy. Method: This is a qualitative study grounded in Spink’s Meaning Production framework, combined with the application of the Beck Anxiety Inventory (BAI) and the Beck Depression Inventory (BDI) to 10 participants; five of them also participated in semi-structured interviews. Results and Discussion: Results indicated minimal or mild levels of anxiety and minimal to moderate depressive symptoms. Qualitative analysis was structured into three categories: naturalization of risks and trivialization of bodily signs; work as the organizing axis of life and competing with care; and fragmented circulation within the health system associated with prescriptive health education. Conclusion: Self-care cannot be understood as an individualized process, as it is influenced by emotional distress, social conditions, and the organization of health services. Addressing T2DM complications requires not only clinical management but also consideration of the subjective and sociocultural dimensions of the health–disease process.pt_BR
dc.description.notaInclui bibliografia.pt_BR
dc.subject.otherDiabetes mellituspt_BR
dc.subject.otherDoenças do sistema nervoso periféricopt_BR
dc.subject.otherAutocuidadopt_BR
dc.subject.otherAmputaçãopt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11624/4249-
dc.date.accessioned2026-04-16T21:42:44Z-
dc.date.available2026-04-16T21:42:44Z-
dc.degree.grantorUniversidade de Santa Cruz do Sulpt_BR
dc.description.resumoIntrodução: O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica e metabólica altamente prevalente, responsável por aproximadamente 90% dos casos de diabetes. Seus sintomas, muitas vezes pouco intensos ou ausentes, favorecem o diagnóstico tardio e o surgimento de complicações, como a neuropatia diabética periférica, considerada a complicação crônica mais frequente e preocupante. Essa condição provoca alterações sensoriais e motoras, aumentando o risco de úlceras nos pés e amputações de membros inferiores. No contexto brasileiro, esses desfechos constituem um importante problema de saúde pública, com elevados índices de internações e custos ao sistema de saúde. As amputações acarretam impactos físicos, sociais e emocionais significativos, incluindo alterações na autoimagem, isolamento social e sofrimento psíquico. A educação em saúde, aliada ao incentivo ao autocuidado, são estratégias fundamentais para a prevenção da neuropatia e de lesões nos pés, com potencial para reduzir significativamente o risco de amputações. Nessa perspectiva, o itinerário terapêutico possibilita a compreensão de sentidos atribuídos pelos sujeitos ao processo de adoecimento e às práticas de cuidado, considerando saberes biomédicos, populares e culturais. Diante disso, o presente estudo tem como finalidade discutir as interfaces entre itinerário terapêutico, depressão, ansiedade, autocuidado e educação em saúde no desenvolvimento da neuropatia periférica em pessoas com DM2. Objetivo: Analisar as relações que se estabelecem entre itinerário terapêutico, depressão, ansiedade e autocuidado e educação em saúde no desenvolvimento de neuropatia periférica em indivíduos com o DM2. MANUSCRITO 1: Objetivo: Investigar a associação entre as dimensões do autocuidado em diabetes, sofrimento emocional relacionado ao DM2 e variáveis sociodemográficas em pacientes com amputações, por meio de análises bivariadas e multivariadas. Método: Estudo quantitativo, observacional, de cunho transversal, desenvolvido em um serviço especializado de atenção secundária à saúde no interior do Rio Grande do Sul. Foram incluídas pessoas com neuropatia periférica decorrente de DM2, e histórico de amputações. Foram coletados dados sociodemográficos e aplicados os instrumentos validados para o Brasil B-PAID, para avaliação do sofrimento emocional relacionado ao diabetes, e o QAD, para avaliação da adesão às atividades de autocuidado. Resultados: A amostra foi predominantemente masculina (78%), na faixa etária entre 60 e 69 anos (36,6%) e baixo nível de escolaridade (85,4%). Em relação às amputações, 39% apresentaram uma amputação, 31,7% duas e 29,3% três ou mais. Nas análises bivariadas, as dimensões alimentação geral (r =-0,423) e atividade física (r = -0,207) foram as dimensões que apresentaram associação significativa. Entretanto, após o ajuste por sexo, número de amputações, idade e escolaridade, nenhuma dimensão do QAD permaneceu associada ao B-PAID. Conclusões: O sofrimento emocional presente em pessoas com Diabetes mellitus é multifatorial, não podendo ser associado somente ao autocuidado. Necessário considerar fatores sociodemográficos, clínicos e psicossociais. Estratégias de prevenção e cuidado devem adotar práticas multiprofissionais e integrais. MANUSCRITO 2: Objetivo: Compreender como sofrimento emocional, práticas de autocuidado, educação em saúde e itinerário terapêutico se articulam na vivência de sujeitos com DM2 e neuropatia periférica. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada na Produção de Sentidos de Spink, juntamente à aplicação do Inventário de Ansiedade de Beck (BAI) e do Inventário de Depressão de Beck (BDI) em 10 participantes; cinco deles também participaram de entrevistas semiestruturadas. Resultado e discussão: Os resultados indicaram níveis de ansiedade mínimo ou leve e presença de sintomas depressivos mínimos ou moderados. A análise qualitativa se estruturou em três categorias: naturalização dos riscos e banalização dos sinais corporais; trabalho como eixo organizador da vida e concorrente do cuidado; e circulação fragmentada no sistema de saúde associada a uma educação prescritiva. Conclusão: Conclui-se que o autocuidado não pode ser entendido em formato individualizado, sendo atravessado por sofrimento emocional, condições sociais e organização dos serviços de saúde. O enfrentamento das complicações do DM2 demanda, além de manejo clínico, a consideração das dimensões subjetivas e socioculturais do processo saúde-doença.pt_BR
Aparece nas coleções:Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde - Mestrado e Doutorado

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