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http://hdl.handle.net/11624/4330| Autor(es): | Bartmann, Taiza Machado |
| Título: | Escrever para existir : cartografia da escrita de si e modos de subjetivação de meninas na era digital. |
| Data do documento: | 2026 |
| Resumo: | Esta pesquisa-intervenção, vinculada à Linha de Pesquisa Práticas Clínicas Contemporâneas, Políticas Públicas e Saúde Mental, investiga os processos de subjetivação de meninas na era digital a partir da escrita de si. O problema de pesquisa interroga se essa prática pode operar como forma de cuidado de si, buscando compreender de que maneira se constitui para jovens de 10 a 14 anos. Assim, pretende-se acompanhar os movimentos que esse dispositivo assume na atualidade e em que medida pode configurar-se como uma forma de resistência na construção de outros modos de ser jovem. Trata-se de uma pesquisa-intervenção de abordagem qualitativa, fundamentada na cartografia, método que acompanha processos em sua constituição e compreende a experiência vivida enquanto campo de produção de conhecimento. O estudo foi desenvolvido com um grupo de dez meninas, entre 10 e 14 anos, de uma escola municipal de Santa Cruz do Sul (RS), por meio de dez encontros realizados no segundo semestre de 2025, tendo como material analítico os escritos produzidos pelas participantes, o diário de campo da pesquisadora e os registros do processo. O referencial teórico mobiliza as contribuições de Foucault, Deleuze e Guattari sobre o cuidado de si e a invenção de modos de existência apoiados na criatividade existencial. Esse referencial é articulado com os estudos de Lejeune, Sarmento, Zuboff, Han e Tolentino para pensar o atravessamento do digital e as formas de expressão nas plataformas de mídias sociais. Tal articulação evidencia as linhas de força em disputa na constituição subjetiva, demonstrando que, embora as meninas estejam expostas às pressões das plataformas digitais, na experiência coletiva elas podem encontrar um espaço de cuidado de si a partir da escrita. Como desdobramento deste percurso, apresenta-se o Antimanual para criar um clube de escrita de meninas, um produto técnico caracterizado como tecnologia social, que sistematiza uma metodologia voltada à criação de espaços coletivos de escrita em diferentes contextos educativos. |
| Resumo em outro idioma: | This intervention research, situated within the Research Strand on Contemporary Clinical Practices, Public Policies, and Mental Health, investigates the processes of subjectivation of girls in the digital age through self-writing. The research problem examines whether this practice can operate as a form of care of the self, aiming to understand how it takes shape for young people aged 10 to 14. Accordingly, the study seeks to trace the movements this device assumes in the present day and the extent to which it may constitute a form of resistance in constructing other ways of being young. This is a qualitative intervention study grounded in cartography, a method that follows processes as they unfold and treats lived experience as a field of knowledge production. The study was conducted with a group of ten girls, aged 10 to 14, from a municipal school in Santa Cruz do Sul (RS, Brazil), over ten sessions held in the second half of 2025, drawing on the writings produced by the participants, the researcher's field diary, and process records as analytical material. The theoretical framework mobilizes the contributions of Foucault, Deleuze, and Guattari on the care of the self and the invention of modes of existence grounded in existential creativity. This framework is articulated with the work of Lejeune, Sarmento, Zuboff, Han, and Tolentino to think through how the digital cuts across forms of expression on social media platforms. Such an articulation brings into view the lines of force at stake in subjective constitution, showing that although girls are exposed to the pressures of digital platforms, within collective experience they may find, through writing, a space for the care of the self. Building on this trajectory, the study presents the Antimanual for Creating a Girls' Writing Club, a technical product framed as a social technology that systematizes a methodology for creating collective writing spaces across different educational settings. |
| Nota: | Inclui bibliografia. |
| Instituição: | Universidade de Santa Cruz do Sul |
| Curso/Programa: | Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Psicologia |
| Tipo de obra: | Dissertação de Mestrado |
| Assunto: | Internet e adolescentes Redes sociais online Escrita |
| Orientador(es): | Hillesheim, Betina |
| Coorientador(es): | Bandeira, Larisa da Veiga Vieira |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Psicologia - Mestrado |
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