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dc.contributor.authorWendland, Carine Josiéle-
dc.typeTese de Doutoradopt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.titleA terra educa : povos originários, interculturalidade e emergência climática.pt_BR
dc.date.issued2026-
dc.degree.localSanta Cruz do Sulpt_BR
dc.contributor.advisorMenezes, Ana Luisa Teixeira de-
dc.degree.departmentPrograma de Pós-Graduação em Educaçãopt_BR
dc.description.abstractThis project investigates the absence of land in education and proposes its emergence as an epistemic, spiritual, and political foundation based on the knowledge of the indigenous peoples of Abya Yala—land ripe in essence. For how can land - as body, territory, and educator - be understood as a reference for life and education, especially in contexts of climate, cultural, and existential crisis? The forest has been discovered through ecocide and destruction, factors that amplify the cultural complexes of Deep Brazil and extend to Deep America. The problem stems from the diagnosis that the modern educational system, heir to coloniality, has operated a symbolic and physical separation from the land, separating humans from nature. The justification is anchored in the urgency of rethinking education in the face of the climate emergency and the call of indigenous peoples. Inspired by Andean and Amerindian philosophy, this research proposes a biocentric education that places life at the center and recognizes the earth as life and not as a resource. The objective is to understand the wisdom of the earth from indigenous peoples, especially from Tekoá Jakupé Ambá and Mexican intercultural experiences; to investigate biocentric educational thinking with indigenous peoples in Abya Yala; and to recognize and value the voice of indigenous peoples in the face of the climate crisis. The project is built on dialogue between schools, villages, and universities in Brazil and Mexico, and is materialized in ethnography, rooted in four symbolic territories: the farm as academic training grounds, the mountain as a territory of Climate Justice, the river as Anahuac territory, and the village as Tekoá territory - expressions of the earth as an educator. Three of these come as the measure of a good Guarani land, the river that constitutes the veins of the earth comes as a way of connecting the territories and moving towards amplifying the perspective of the land without evil. Noteworthy considerations include the Circles of Culture as social technology; the strengthening of education for interculturality and original epistemologies in educational spaces; and the creation of links between ancestral practices and living pedagogies. Thus, the thesis project proposes an education that not only teaches, but cultivates, that takes off its shoes and relearns how to listen to the earth.pt_BR
dc.description.notaInclui bibliografia.pt_BR
dc.subject.otherIndígenas - Educaçãopt_BR
dc.subject.otherEducação multiculturalpt_BR
dc.subject.otherMudanças climáticaspt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11624/4298-
dc.date.accessioned2026-05-22T19:24:05Z-
dc.date.available2026-05-22T19:24:05Z-
dc.degree.grantorUniversidade de Santa Cruz do Sulpt_BR
dc.description.resumoEssa pesquisa investiga a ausência da terra na educação e propõe sua emergência como fundamento epistêmico, espiritual e político a partir dos saberes dos povos originários em Abya Yala – terra madura em essência. A problemática parte do diagnóstico de que o sistema educacional moderno, herdeiro da colonialidade, operou um afastamento simbólico e físico da terra, separando humano e natureza. A justificativa se ancora na urgência de repensar a educação diante da emergência climática e do chamado dos povos originários. Objetiva-se, assim, compreender a sabedoria da terra a partir dos povos originários, em especial da Tekoá Jakupé Ambá e de experiências interculturais mexicanas; investigar por um pensamento educacional biocêntrico com indígenas em Abya Yala; reconhecer e valorizar a voz dos povos originários frente à crise climática. Pois, como a terra - enquanto corpo, território e educadora - pode ser compreendida como referência de vida e educação, especialmente em contextos convergências de crises - climática, civilizacional, cultural e existencial? A floresta tem sido descoberta a partir do ecocídio e da destruição, fatores que ampliam os complexos culturais do Brasil Profundo e que se ampliam para a América Profunda. Inspirada na filosofia andina e ameríndia, esta pesquisa propõe uma educação biocêntrica, que coloque a vida no centro e reconheça a terra como vida e não como recurso. A tese é constituída em diálogo entre escolas, aldeias e universidades do Brasil e do México, e se materializa em etnografia, enraizada em quatro territórios simbólicos: a roça como territórios formativos acadêmicos, o monte como território de Justiça Climática, o rio como território Anahuac e a aldeia como território Tekoá - expressões da terra como educadora. Três destes vêm como a medida de uma boa terra Guarani, o rio que constitui as veias da terra vem como forma de conectar os territórios e caminha-se para amplificação da perspectiva da terra sem mal. Como considerações destacam-se os Círculos de Cultura como tecnologia social e metodológica; o fortalecimento da educação para a interculturalidade e das epistemologias originárias nos espaços educativos e a criação de vínculos entre práticas ancestrais e pedagogias vivas. Assim, a tese propõe uma educação que não só ensina, mas cultiva, que descalça os pés e reaprende a ouvir a terra.pt_BR
Aparece nas coleções:Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado e Doutorado

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